Além de ganhar 100 livros infantis e o contato das crianças com a literatura, estudantes tiveram contato com a Libras (língua brasileira de sinais), de forma leve e descontraída

O Cemeb (Centro Municipal de Educação Básica) Gabriel Santos Inocenti — a Escola do Futuro — recebeu a contação de histórias inclusiva do projeto Estante de Historinhas, traduzida em Libras (língua brasileira de sinais), nesta terça-feira (6). Realizada pela VR Projetos, com patrocínio da Ad’oro, a atividade foi conduzida pela contadora Tânia Pino e traduzida por Carolina Cyrillo, da empresa ParaTodos Acessibilidade. Além de fomentar o contato das crianças com a literatura, a criatividade, a curiosidade e o repertório cultural, o projeto doa 100 títulos infantis à escola e tem atividades inclusivas, além de uma formação para educadores.
Ao todo, 120 crianças de 4 a 5 anos (seis turmas da Etapa 2 e duas da Maternal 2, fases da Educação Infantil) da escola puderam se divertir com a contação animada, interativa e bastante musical, repleta de brincadeiras e cantigas infantis, e conhecer mais a Libras. O projeto, iniciado em Várzea Paulista na segunda-feira (5), no Cemeb Juvenal Cândido da Silva, é voltado sobretudo a crianças até 6 anos, contemplará 18 escolas municipais varzinas até o fim deste mês — cada escola ganhará 100 livros.
A experiente intérprete Carolina Cyrillo preparou a tradução, prévia e dedicadamente, com a essencial consultoria surda do esposo, Leandro Ramalho, deficiente auditivo. Para ela, o principal desafio é conseguir entreter as crianças, que precisam dividir a atenção entre a performance de quem conta e a tradução em Libras. Carolina explica que é fundamental ter a consultoria surda antes da contação e até mesmo na apresentação em si, para que a pessoa surda possa catalogar o que precisa ser acrescentado, como gírias, emoções contidas na obra e momentos de improviso ao longo da atividade.
“Vamos supor que, durante a contação, há um momento espontâneo, que não estava previsto. Então, ele (o esposo) acrescenta esse recurso rapidamente. Um exemplo: a contadora traz alguém da plateia para participar junto. É aí que o consultor faz essa catalogação e já dá um sinal relativo àquela pessoa que não estava na contação original. Quando há espontaneidade, improviso, é importante ter uma pessoa surda junto porque só ela pode fazer essa catalogação”, explica.
A diretora da escola, Magda Navarrete Zinguer de Souza, gostou de saber que a apresentação seria inclusiva. “Isso é bom para a gente ver e conhecer o trabalho dela. E a Libras, hoje em dia, não é, todo o mundo tem que, não é, ter o conhecimento.


Formação para professores
Outro ativo do projeto é a formação para educadores municipais, que será ofertada no Centro de Formação da Rede Municipal de Ensino, dia 21 de outubro, de manhã e à tarde.
Os docentes aprenderão orientações técnicas para a contação de histórias e sobre como utilizar de livros e outros materiais disponibilizados pelo projeto nas atividades com alunos, para poder agregar essas atividades à rotina de trabalho.
Próximas contações
- Cemeb Prof.ª Beatriz de Oliveira Campos: 7 de outubro, às 15h;
- Cemeb Erick Becker: 8 de outubro, às 8h e às 13h;
- Cemeb Padre Wilfrido Wieneke: 9 de outubro, às 13h30;
- Cemeb Paulo Freire: 13 de outubro, às 8h e às 13h30;
- Cemeb Proinfância Arnaldo Netto: 14 de outubro, às 9h e às 14h;
- CMEI Armindo Francisco de Oliveira: 16 de outubro, às 13h;
- Cemeb Prof.ª Maria Aparecida Aprillanti: 19 de outubro, às 10h;
- Cemeb Jovino Cosme Ubaldo: 20 de outubro, às 9h;
- Cemeb Pró-infância Antônio Bueno: 21 de outubro, às 15h40;
- Cemeb Cecília Benevides de Carvalho Meireles: 22 de outubro, às 10h30;
- Cemeb Zilda Arns: 23 de outubro, às 9h;
- Cemeb Florestan Fernandes: 27 de outubro, às 9h;
- Cemeb Manoel Caetano de Almeida: 28 de outubro, às 10h.
