Professores de Artes e Educação Física confeccionam pandeiros em oficina de capoeira

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Educadores farão apresentação musical no dia 6 de dezembro

 

Os professores de Artes e Educação Física da Rede Municipal de Ensino de Várzea Paulista participaram nesta terça-feira (12), de mais uma formação sobre capoeira. Desta vez, foi elaborada uma oficina para confecção de um pandeiro, instrumento musical típico da capoeira, com materiais recicláveis.

 

O projeto de formação voltado à capoeira é organizado desde o começo do ano pela Unidade Gestora de Educação em parceria com a Escola de Governo e Desenvolvimento do Servidor (EGDS) e com a Unidade Gestora de Cultura. “Dentro do que nosso currículo exige, a capoeira faz parte como expressão artística de música, dança e até artes marciais”, explica Fabiano Mantovani, coordenador desta iniciativa que, atualmente, atende as 12 escolas municipais, com foco nos 5°s anos do Ensino Fundamental.

 

 

O encerramento do projeto, que ocorre no dia 6 de dezembro, no Ginásio da Vila Popular, terá a presença de 634 alunos em cada período (manhã e tarde), e contará com apresentação de música destes professores que participaram da oficina de construção de pandeiro.

 

A professora de Artes do Centro Municipal de Educação Básica (Cemeb) Professora Edite Schneider, Glaucia Aparecida Dutra Bruno, aplica os conceitos aprendidos nas formações em suas aulas, pois vão de encontro à proposta da escola e ao livro didático. “Conversei e expliquei aos alunos sobre a capoeira, mostrei vídeos, fizemos atividades relacionadas ao tema, e com a presença do mestre Bola 7 na escola eles puderam enxergar o que estavam aprendendo, foi ótimo”, conta. “Com essas atividades, o aluno se movimenta, não fica só na sala de aula, até mesmo porque aula de Artes não é só releitura, existem diversas linguagens artísticas, como dança, música, artes visuais. O professor tem que enxergar essas habilidades e essas competências”, pondera. “Achei muito interessante que o projeto faz também com que os alunos descubram suas habilidades, que às vezes eles acham que não têm. Alguns alunos tímidos me surpreenderam com a participação durante a roda de capoeira”, revela.

 

 

 

“Falar sobre essa linguagem da capoeira nas escolas está sendo muito legal. A gente está chegando na semana da consciência negra e pensar sobre a lei da cultura afro dentro da escola também abrange tudo isso”, considera Edevaldo Pereira dos Santos, mais conhecido como Bola 7. “Os educadores estão abraçando a proposta e o projeto está trazendo grande interação entre alunos e professores”, completa.