Integração regional dá o tom de noite do 3º Festival de Cultura e Arte

Cultura e Turismo - Destaques

Orquestra de Metais de Campo Limpo Paulista, Banda Sinfônica Jovem da escola Musicarte e vários artistas de Várzea e região empolgam público, com repertório variado e muita animação

 

A presença de vários artistas de Várzea Paulista e região – cerca de 130 – marcou a abertura do 3º Festival de Cultura e Arte de Várzea Paulista, na animada noite musical dessa quinta-feira (28). O repertório diversificado, que contou inclusive com sucessos do cinema tocados pela Orquestra de Metais de Campo Limpo Paulista, agitou os mais de 300 espectadores presentes no Espaço Cidadania. “Queremos quebrar os muros existentes entre os grupos artísticos de cidades diferentes aqui da região. A cultura não tem barreiras”, declarou o diretor cultural de Várzea Paulista, José Moreyra.

 

Um dos destaques da festa foi a apresentação da orquestra campolimpense, que tem todos os instrumentos de metais de uma sinfônica e é completa nesse sentido. A plateia fez questão de registrar vários momentos das músicas de trilhas sonoras de grandes filmes, interpretadas pelo grupo municipal de Campo Limpo Paulista, pela primeira vez em Várzea Paulista. Foi possível curtir os temas dos filmes protagonizados pelos heróis Capitão América, Homem de Ferro e Homem-Formiga. O público também assistiu, quase sem piscar, às músicas do clássico Jurassic Park, e ao tema do histórico vilão Darth Vader, de Star Wars.   

 

 

O regente e criador da orquestra, Ederlei Lirussi, fez questão de enaltecer o convite feito por Várzea Paulista. “É uma honra estarmos aqui. Agraço imensamente à Prefeitura por ter nos convidado. Com certeza isso engrandece ainda mais o nosso currículo. Já havíamos tocado em Cajamar, Jarinu e Jundiaí e meio que pulamos Várzea Paulista. Agora, completamos a região e nosso sonho está completo”, revelou. “Temos alguns integrantes de Várzea Paulista, inclusive o Vágner, reconhecido na região. É muito legal termos esse pessoal de nossa cidade vizinha”, complementou. 

 

O trabalho, iniciativa do maestro, é feito há dez anos em Campo Limpo Paulista e orgulha o criador. O grupo foi criado em 1993, como uma fanfarra, que foi campeã paulista e brasileira e ficou invicta até 2007, quando se tornou orquestra. “Percebemos que nossos músicos deixariam o trabalho, se ele prosseguisse como Fanfarra Municipal. Conseguimos então a aprovação da Câmara Municipal para o nosso projeto de criação da Orquestra de Metais, que me enche de orgulho. É um grande aprendizado acompanhar o crescimento dessas pessoas, que começaram jovens conosco e hoje são pais e mães de família”, elogiou o regente.

 

 

Presença maciça de artistas varzinos

 

A orquestra de violeiros Flor de Várzea deu sua contribuição cultural ao evento, com músicas sertanejas de raiz. O grupo, formado principalmente por tocadores de viola varzinos, também conta com vários artistas de outras cidades paulistas.

 

 

Outro momento importante da noite foram as duas apresentações da escola de música varzina Musicarte. Como a quarta exposição, o coral infanto-juvenil interpretou algumas canções, com destaque para o belo arranjo do Hino de Várzea Paulista. A Banda Sinfônica Jovem interpretou, como fechamento do Festival, músicas internacionais e MPB (música popular brasileira), que trouxeram bastante alegria e chamaram a atenção do público.

 

 

A Companhia Arteenager, também de Várzea Paulista, fez duas apresentações musicais: na penúltima atração da noite, os dançarinos fizeram uma parte da adaptação do musical Chicago, do teatro americano da Broadway, feita pelo grupo varzino e também estrelaram um trecho do musical “Ninguém Viu! Ouviu?”, peça apresentada inclusive no teatro Polytheama, em Jundiaí, em março deste ano; a música Stay, da famosa cantora Rihanna, segunda apresentação do evento, foi interpretada pelos cantores Ana e Natan (foto) e também prendeu a atenção do público.

 

 

Quem animou bastante o público foi o jovem cantor varzino Luiz Felipe Dominicalli. As duas músicas sertanejas Solteiro de Novo, de Wesley Safadão, e Na Conta da Loucura, de Bruno e Marrone. Morador de Várzea Paulista há um ano, o garoto faz questão de cantar nos eventos da cidade, sempre que possível, e tem o sonho de ser cantor profissional. “Quando soube da oportunidade deste festival, fiquei bastante empolgado e, quando possível, já fiz minha inscrição. É uma iniciativa muito boa para integrar os músicos da região e dar espaço para a gente”, elogiou.

 

 

A noite festiva foi prestigiada pelos gestores municipais de Várzea Paulista, das pastas de Gestão Pública, Carlos Teixeira da Silva; Saúde, Mônica Rodrigues; Cultura, Jota Moreira (gestor executivo); além dos vereadores varzinos Robertinho, Fernando Pasqualino e Guilherme Zafani, entre outras autoridades de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista.

 

 

Interesse e alegria

 

Celso Alessandro, 41 anos, reside no Portal das Hortências há 30 anos e toca trompete em sua igreja desde 2007. Ao lado da esposa Valdirene e da filha Geovana, o munícipe decidiu prestigiar o evento para acompanhar a apresentação do amigo Vágner, trompetista da Orquestra Municipal de Campo Limpo Paulista. O espectador enalteceu a realização do Festival. “Este evento incentiva a população a apreciar a cultura. A música alegra a alma”, declarou, sorridente. 

 

 

 

Programação

 

Nesta sexta-feira (29), segundo dia do Festival, o foco será o teatro, a partir das 19h30, com duas apresentações dos grupos Arteenager: Tango do Presídio, do famoso musical Chicago, e Retalho da Arte, com trechos da peça “Drácula”. Durante os intervalos dos espetáculos, será feita a leitura interpretativa de textos da literatura brasileira.

 

A festa se encerra no sábado (30), a partir do mesmo horário, dia em que a dança é o destaque. 12 grupos, entre profissionais e amadores, vão se apresentar durante toda a noite.

 

O 3º Festival de Cultura e Arte, aberto ao público e com entrada franca, está sendo realizado no Espaço Cidadania, sem caráter competitivo ou classificatório. O endereço é Avenida Ipiranga, 151 – Centro.