Várzea Paulista inicia criação do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência

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Prefeito Juvenal Rossi recebeu convite para participar da primeira reunião para oficialização do Conselho
 
Na última sexta-feira (6), o prefeito Juvenal Rossi recebeu, em seu gabinete, um ofício convidando-o para a reunião que vai discutir a criação do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. A reunião será dia 20 de maio, às 14 horas, no auditório do Fundo Social. Também foram convidados os secretários das pastas de Educação, Cultura, Esporte, Trânsito, Infraestrutura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Saúde, e Governo e Comunicação, além dos vereadores, instituições como a APAE, e pessoas envolvidas com o tema. 
 
Na reunião será apresentada a proposta de criação do Conselho e a importância de sua efetivação. De acordo com a organizadora do movimento, Bruna Lenise Masson, o objetivo da iniciativa é representar as pessoas com deficiência diante do governo, além de elaborar, encaminhar e acompanhar a implantação de políticas públicas voltadas a esses cidadãos nas áreas envolvidas. “O Conselho também vai fazer e receber denúncias de discriminação”, explica. 
 
Nos próximos dias, o gabinete vai enviar a Câmara Municipal à lei, que irá criar e regulamentar o Conselho. 
 
Amor de mãe
 
A iniciativa de Bruna Lenisse surgiu a partir da necessidade de seu filho de quatro anos Vinícius Ribeiro Masson, que possui paralisia cerebral e dificuldade motora em decorrência de sua prematuridade e complicações no parto. 
 
No início do ano, a criança ingressou na rede de educação infantil, pela qual estudará até os 11 anos. “O parque da escola onde meu filho estuda não é adaptado para suas necessidades”, conta a mãe. “Tomei a iniciativa de buscar um parque adaptado e descobri que se o município tivesse um Conselho da Pessoa com Deficiência seria mais fácil conseguir informações sobre os seus direitos”, relata Bruna. Segundo ela, o país tem uma cultura de que tudo que é feito aos deficientes é um favor. “Mas não é assim. Eles têm seus direitos e queremos fazer esses diretos valerem”, salienta. 
 
Bruna tem outro filho, Guilherme, de oito anos, e o nascimento de Vinícius representou um giro de 360 graus em sua vida. “Ele foi um filho desejado, planejado. Foi difícil quando descobri sua deficiência. Minha primeira pergunta foi: e agora? O que vou fazer?”. Mas a mãe luta para que as dificuldades que ela e o filho enfrentaram e ainda encaram sejam minimizadas. “Passei por um crescimento e amadurecimento muito grande, mudou minha visão de vida”, conta. “Se as pessoas tivessem agido antes, as coisas para o Vinícius seriam mais fáceis. Hoje quero que tudo melhore por ele e pelas outras crianças e famílias que vivem nessa situação”, conclui.