Várzea Paulista atua no combate à dengue

Saúde - Cotidiano
Período de Carnaval deve ser de alerta, principalmente para quem vai viajar, explica coordenadora da Zoonozes
 
Na última terça-feira (10), foi realizada uma reunião, na UBS São José, com os técnicos de Saneamento, do setor de Controle de Zoonoses de Várzea Paulista, para definir a metodologia de trabalho que o grupo vai utilizar no combate à Dengue no município. 
       
De acordo com Nanci Martinuzzo, médica veterinária e coordenadora técnica do setor de Vigilância e Controle de Zoonoses, atualmente o município contabiliza 40 casos suspeitos, dos quais 4 foram confirmados e 7 apontaram resultado negativo.
 
Segundo Nanci, a situação é de risco, já que o número de casos da doença na região tem aumentado rapidamente. “A região vive uma situação epidemiológica crítica. O combate aos criadouros do mosquito deve ser constante”, alerta. Em 2014, Várzea Paulista teve 531 casos suspeitos, destes 392 foram positivos. 
 
Os agentes vão intensificar o trabalho de visitas casa a casa, busca ativa e orientações a população a partir do dia 19 de fevereiro. “Nosso trabalho terá início pela região do bairro do Jardim Promeca, local onde há número significativo de casos suspeitos”, informa Nancy. “Depois focaremos no bairro Santa Terezinha e seguiremos pela cidade”, conta.
 
No mês de janeiro, os agentes se concentraram na realização do Índice de Breteau (IB), que avalia a infestação de larvas do mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, em cada região do município. “Com isso, é possível realizar um trabalho diferenciado em cada área da cidade”, afirma a coordenadora. 
 
 
Carnaval
               
Nanci destaca os cuidados que os moradores da cidade devem ter durante o período de Carnaval. “Antes de viajar é necessário verificar se não há no quintal nenhum objeto que possa acumular água, já que estamos na época de chuvas e com dias muito quentes, propícios à procriação do mosquito”, explica.
               
As pessoas também devem estar atentas para as cidades aonde vão viajar. “O melhor é evitar cidades onde a doença esteja se disseminando. Se não for possível, sempre utilizar repelentes e verificar se o local onde vai se hospedar ou passar a maior parte do tempo não possui focos de criadouros ou do mosquito”, fala. “Cidades do litoral e da região Nordeste do país são algumas das mais atingidas pela doença”, informa a coordenadora. 
 
 
Chikungunya
               
O município também está em alerta sobre a transmissão do vírus chikungunya, já que ele é transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti. Além do mosquito Aedes albopictus, que também é encontrado na região. 
 
Sabemos que é um vírus novo, e que ninguém nas cidades próximas foi contaminado, mas todos estão suscetíveis à doença. “É necessário que todos estejam empenhados para que o vírus não chegue até a cidade”, alerta Nancy. “Se alguém for contaminado e chegar a Várzea Paulista com a doença, toda a região ficará suscetível à transmissão”, diz. 
 
 
Combate ao mosquito
 
A Secretaria de Saúde de Várzea Paulista tem intensificado as ações preconizadas no Plano Nacional de Combate a Dengue (PNCD) e desenvolvido ações de educação e conscientização para mobilizar a população na eliminação de criadouros do vetor, ressaltando que o combate ao criadouro deve ser intenso, para que o mosquito não tenha onde se reproduzir. “É importante estar atento a qualquer local que possa acumular água. Uma sacola plástica jogada no chão pode juntar água. Por isso, manter o quintal limpo e estar atento são de extrema importância”, conclui a coordenadora. 
 
Possíveis criadouros: vasos sanitários e caixas de descarga sem uso frequente, ralos externos, tambores de armazenamento de água, bromélias, vaso de flores e plantas, pneus velhos, caixas d’águas, piscinas, garrafas vazias, recipientes descartáveis, sacos de lixo, bebedouro de animais, entre outros.
 
Uma das principais dúvidas da população é o que fazer quando se encontra a larva do mosquito na água. “É importante jogar na água na terra ou cimento, num local onde ela não empoce. A água tem que evaporar totalmente para que a larva não se desenvolva”, explica a técnica de Saneamento Graça de Freitas.
 
Segundo ela, a limpeza do recipiente é primordial. “Mesmo eliminando a larva, os ovos ainda ficam presos ao objeto”, informa. “Por isso é necessário lavar bem, com a parte verde da esponja de limpeza, para que os ovos também sejam eliminados”, afirma. Os ovos do mosquito da Dengue podem sobreviver em média dois anos, mesmo sem ter o contato com água. 
 
 
Denúncias
 
Os moradores que queiram denunciar áreas que estejam suscetíveis a se tornarem criadouros do mosquito, como piscinas, ferros velhos, terrenos baldios, entre outros, devem registrar sua informação na Ouvidoria Municipal, por meio do telefone 4596-9656 ou pessoalmente, comparecendo à Prefeitura, localizada na Avenida Fernão Dias Paes Leme, 284, Centro.