Eduardo participa do encerramento dos 16 Dias de Ativismo Contra Violência às Mulheres

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“No Brasil existem 1.600 municípios e apenas 10% aderem à Campanha de 16 Dias de Ativismo, e Várzea Paulista faz parte desta estatística”, diz a ativista Amelinha Telles

A Campanha de 16 Dias de Ativismo Contra Violência às Mulheres, é uma ação que acontece simultaneamente em diversos países. Este ano a Campanha começou no dia 20 de novembro, e a Coordenadoria de Políticas Para Mulheres, que é um departamento da Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Várzea Paulista, promoveu várias atividades para construir uma política de paz envolvendo homens e mulheres. Na última segunda-feira (5), foi realizado o encerramento oficial das atividades, que contou com a presença de Amélia Telles, militante dos direitos humanos e coordenadora das Promotoras Legais Populares, que é um projeto do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública (IBAP), da União de Mulheres de São Paulo e do Movimento do Ministério Público Democrático.

Como parte do encerramento, o grupo teatral do CIM (Centro Informação Mulher), Mal Amadas, foi convidado para encenar a peça, ‘Viva a vida em cada ato’. O espetáculo relatou situações rotineiras de discriminação contra a mulher e mostrou como se impor para buscar seus direitos sobre tais situações. A agente de saúde, Luciane Ferreira Capucho, diz que as situações vividas pelas atrizes da peça foram pertinentes para mostrar que não é apenas violência física que compromete a integridade e os direitos da mulher. “Não é só batendo que a mulher é violentada, ela também passa por constrangimentos que se caracterizam violência. Nestas cenas podemos perceber as diferentes situações e como se comportar para adquirir os direitos conquistados através da Lei Maria da Penha”, explica.

A secretária de desenvolvimento social, Giany Povoa, ressalta a importância da presença da população em ações como a que aconteceu esta semana. “A maior e melhor marca que um governo pode deixar, é a participação popular, nestes encontros podemos pensar: quem são as mulheres de Várzea Paulista? O que as mulheres querem da cidade? e, o que a cidade espera dessas mulheres? Essa coordenadoria proporciona subsídios para conquistar nosso espaço”, diz Giany.

A mesma opinião é compartilhada pelo Prefeito Eduardo Pereira, que afirmou que a coordenadoria garante a plena cidadania das mulheres. “Cidadania é o direito de participar das decisões de poder da cidade onde moramos. Por esse motivo, há departamentos que garantem a participação de todos os setores da sociedade”.

Amélia Telles, militante dos direitos humanos e coordenadora das Promotoras Legais Populares, que é um projeto do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública (IBAP), da União de Mulheres de São Paulo e do Movimento do Ministério Público Democrático para desenvolver a cidadania e igualdade de direitos, deu uma grande contribuição aos debates. Ela discursou sobre a importância de haver movimentos que discutem e coloquem em prática as políticas afirmativas para mulheres. Além disso, parabenizou o governo por implantar na cidade um departamento responsável por essas ações. “No Brasil existem mil e seiscentos municípios, apenas 10% dessas cidades aderem à Campanha de 16 Dias de Ativismo no calendário oficial, e Várzea Paulista faz parte desta estatística. A administração está de parabéns por promover um dialogo a favor da cultura de paz”, diz.