Grupo de relatores do Plano Municipal de Educação se reúne para definir propostas

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O texto será discutido na Pré-conferência de Educação que acontecerá no dia 1º de outubro

No início da semana, dias 19 e 20 se setembro, nos períodos da manhã e tarde, um grupo formado por relatores regionais da 2ª Conferência Municipal de Educação desempenhou o trabalho de síntese das propostas ao Plano Municipal de Educação. O evento tem como objetivo a elaboração da proposta final do Plano Municipal de Educação (PME), que é o texto que vai para a pré-conferência de Educação e contou com a presença do professor Genuíno Bordgnon.

De acordo com Cilene Maria da Silva, do Conselho Municipal de Educação e que, como supervisora da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esportes e Lazer, tem acompanhado todo o processo, a presença de Bondgnon é importante do ponto de vista da assessoria técnica. “Preparamos a redação parcial do PME, e agora estamos contando com a assessoria técnica do professor Genuino Bordignon a esse pequeno grupo, para estruturar o texto de acordo com as diretrizes municipais de educação, antes de seu retorno para a apreciação na assembléia de representantes da Pré-Conferência”, explica.

O professor Genuíno Bordignon é professor aposentado e ex diretor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB). Para ele, Várzea Paulista passa por um momento de reflexão e aprendizado sobre a Educação. “Esse processo pelo qual Várzea está passando é um caminho de aprendizagem sobre os gestores, participação e sobre a educação no município.”

Genuíno salienta que o plano visa atender as necessidades da sociedade, e, portanto, a participação dos varzinos é importante para conduzir o rumo daquilo que desejam para a área educacional. “As prioridades do plano não são dos dirigentes, mas sim da sociedade. Por isso, é importante a participação. O plano só faz sentido se pautar o governo e quando a sociedade diz qual é o caminho a ser seguido.”

Segundo o professor, a elaboração do PME se dá a partir do olhar de cada professor envolvido. Ele ressalta ainda que é preciso que esses diferentes olhares construam a visão da educação municipal como um todo. “O plano é um documento e planejamento é um processo. O planejamento das ações estratégicas e a participação devem ser contínuos”, acrescenta.

Ele também complementa que o plano é baseado nas diretrizes e nas ideias que pensam no futuro da Educação “Um plano é como uma construção de uma caminhada. Para isso, devemos definir uma direção para saber qual rumo tomar. Essa direção vem das diretrizes e é dada pela intencionalidade, ou seja, o que queremos fazer na Educação.”

O texto redigido pelos relatores na ocasião, passará por mais uma revisão, na próxima segunda-feira (26) quando as metas, estratégias e ações serão definidas para serem apresentadas na Pré- Conferência de  Educação, agendada para o dia 1 de outubro, no auditório da Faculdade UniAnchieta.
    

Trajetória

As propostas do PME foram definidas pelos representantes das unidades escolares, durante a Etapa Preparatória que começou em abril e foi até 6 de agosto, com a realização dos dois mini-fóruns temáticos.

Em seguida, nas Reuniões Regionais, nos dias 26 e 27 de agosto, já na Etapa de Desenvolvimento da 2ª Conferência, foram escolhidos relatores para redigir a proposta de PME. Resumir e juntar o fruto das discussões das escolas, já articuladas nas Reuniões Regionais, foi o objetivo dos encontros dos relatores. O grupo conseguiu reunir todas as propostas relativas aos eixos Democratização do Acesso e Permanência e Gestão Democrática.

Dois temas apareceram com força em quase todas as regiões, um deles, a necessidade de ampliação do atendimento da Educação Infantil 1 e 2, e o outro assunto foi  a inclusão de crianças com necessidades especiais nas redes.

Outro problema que predominou nos relatos foi a falta de participação dos pais e da comunidade nas decisões da escola e foi apontada também  a necessidade de repensar a forma de escolha dos gestores escolares para um aprofundamento das relações com a comunidade.

Sobre a questão da qualidade social da Educação, foram apontadas prioridades como: melhorar o ambiente escolar, ampliar a formação continuada dos profissionais da educação, além de unificar e revisar a proposta curricular, pensando ainda em formas próprias de avaliação.

No dia 2 de setembro, o grupo contou com a assessoria técnica do engenheiro Sérgio Bianchini, que antes realizou oficinas e palestras sobre Planejamento. Ele ajudou o grupo a organizar os eixos para redação da proposta do Plano, mas ainda assim, foi necessário marcar uma outra reunião para dar continuidade à redação.
 
No dia 6 de setembro, seis desses relatores foram auxiliados pelo Grupo de Trabalho PME, instituído pela decreto-lei 4.806, de abril deste ano, para dar continuidade ao trabalho.