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Fenômeno conhecido como ‘cabeça d’água’ atingiu Várzea Paulista nos últimos dias

Foram registrados em apenas dois dias de chuva o volume esperado para quase todo o mês de janeiro; Temporais concentrados provocam o fenômeno conhecido como 'cabeça d'água'. Ele acontece quando chove forte e os níveis dos rios sobem rapidamente

 

 

Com os dias marcando altas temperaturas, o fim da tarde vem, e junto com ele as tempestades de verão. Tem sido assim boa parte dos meses de dezembro e janeiro em Várzea Paulista, mas no fim de semana passado, dias 18 e 19, o volume de chuva que caiu foi muito além do esperado pelas previsões meteorológicas. A tempestade caiu forte em Várzea Paulista, e com ela vieram às inundações que preocupam a população.

 

Todos os meses especialistas em meteorologia realizam um minucioso estudo e calculam a média de chuvas que deve cair nas cidades brasileiras. E em janeiro de 2019 não foi diferente, a conta apontou uma média de 207,23 milímetros de água para cada mês. Dividindo pelos dias do mês, esse número equivale á  6,68 milímetros de chuva por dia. Porém, só na sexta-feira dia 18 de janeiro, choveu 76,23 mm, e no sábado dia 19 foram mais 62,71 milímetros, isso concentrado na região central da cidade, jardins Satélite, Primavera e do Lar. Um total de 138,94 mm de chuva em dois dias, mais da metade da média do mês em apenas 2 horas de chuva intensa. Em dezembro, dia 23, foi ainda mais intenso, em apenas 1 dia e no tempo estimado de 60 minutos de chuva, o volume registrado foi de 93 mm, 14 vezes mais do que o esperado para o dia e 332 vezes mais do que aguardado para o período de uma hora.

 

Mas porque choveu tanto?

 

                                           

As causas deste fenômeno são imprevisíveis, já que muitas coisas interferem no clima, e nem sempre é possível identificar todas elas. Mas em Várzea Paulista, o que provavelmente aconteceu é conhecido pelos especialistas como ‘cabeça d’água’, um fenômeno oriundo da chuva que cai em um determinado lugar, e aumenta o nível de água de rios e córregos, podendo provocar inundações. Este tipo de fenômeno se forma quando as temperaturas se elevam e a umidade do ar aumenta. Características que costumam marcar esta estação.

 

 

 

Reparos programados

 

 

Na última segunda-feira (21), o prefeito Juvenal Rossi e gestores municipais receberam no gabinete um grupo de moradores do jardim Satélite, um dos locais atingidos pela forte tempestade. Em razão das chuvas, houve a queda de um trecho do muro que margeia o córrego Pinheirinho, a Unidade Gestora de Obras, destacou que os trabalhos de manutenção no ponto afetado deverá ter início ainda esta semana. No Córrego Bertioga, outra área atingida pelo fenômeno ‘cabeça d’água’ tem recebido atenção da Prefeitura, mesmo com o abandono da empresa na obra, diversas ações foram realizadas e já está em andamento um novo processo licitatório para finalização da obra, que hoje está com 53% de conclusão. Outra ação que deverá ser tomada nos próximos dias é o pedido de apoio ao governo do Estado para desassoreamento do Rio Jundiaí, aumento assim sua capacidade de vazão.