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Sinônimo de Primavera, abelhas são fonte de vida

“As pessoas pensam em abelhas e já associam a mel e picada, mas elas são muito mais do que isso”, explica o GCM Sant’Anna

 

A menos de 10 minutos de carro, no Bairro do Mursa, bem pertinho do centro de Várzea Paulista, existe um lugar onde a natureza pode reinar absoluta. É no Clube de Campo da Cica, que a Guarda Municipal Ambiental fixou a sua base. E lá, cercados de animais silvestres, os GCMs realizam diversos trabalhos voltados para a educação e conscientização ambiental.

 

Entre eles, uma das empreitadas é o cultivo de abelhas sem ferrão.  Entre jatais, mandaguaris e manga-saias, os guardas já contam com mais de 10 espécies diferentes.

 

A proposta do cultivo dessas abelhas é ensinar para a população a importância que esses insetos têm e mostrar que a grande maioria das espécies de abelhas, não oferece nenhum risco para os seres humanos. “As pessoas têm medo delas (abelhas) por achar que todas tem ferrão e vão picar. O que nós queremos mostrar é que a grande maioria das abelhas não atacam. Elas não têm ferrão e nem instinto protetor. Não existe motivos para matá-las” contou Sant’Anna, guarda municipal de segunda classe.

 

 

A meta é educar

 

Os GCMs têm planos para em breve organizar visitas escolares ao viveiro das abelhas e mostrar de perto para as crianças todo o processo de polinização das abelhas. “O futuro está nas mãos das crianças. Já sabemos que sem abelhas não tem vida. Agora vamos mostrar isso para elas. Ensiná-las a não ter medo e não destruir as colmeias” falou o inspetor Afonso Barbosa.

 

Para isso, os GCMs estão se preparando e já estiveram em alguns lugares oferecendo palestras educativas. “Estivemos em uma empresa e conversamos com os funcionários. Falamos com pessoas graduadas, engenheiros e advogados, e todos eles falaram a mesma coisa: que não tinham nem ideia da importância das abelhas para natureza” disse Barbosa.

 

“As pessoas pensam em abelhas e já associam a mel e picada, mas elas são muito mais do que isso, elas garantem a nossa vida”, completou Sant’Anna.

 

 

Ciclo da vida

 

Pode parecer exagerado, mas quase todo o alimento que consumimos depende do trabalho das abelhas. Do arroz e a soja, passando pelo açúcar e o trigo, até a carne bovina. Tudo depende da polinização que elas fazem. São as abelhas que garantem a fertilização do solo, e assim, a produção alimentar em todo o mundo. É durante a polinização que o pólen é transferido de um lugar para outro e este processo é o que garante a renovação da flora.

 

Alguns estudos apontam, que sem as abelhas, a humanidade teria pouquíssimo tempo antes de mergulhar numa enorme estiagem alimentar. O físico Albert Einstein imaginou alguns cenários onde as abelhas não mais existissem, e declarou que, “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.”. 

 

Como preservar?

 

O inspetor Afonso fala sobre como cada um pode fazer a sua parte na preservação desta espécie que é fundamental para a humanidade. “Não destruir as suas colmeias é o principal. Mas também podemos fazer mais. Preservar nossos espaços verdes e não impedir que elas se proliferem é fundamental”. 

 

Sobre o risco que elas podem oferecer, o inspetor conta que das espécies brasileiras, não existe motivos para preocupação, “As abelhas brasileiras são inofensivas, só as africanas invasoras têm ferrão, e elas também tem o instinto protetor. Se mantermos distância, não tem perigo algum”.