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Várzea Paulista recebe apresentações da peça “Gordofolia”

As sessões acontecerão nos dias 26 de maio e 23 de junho, com entrada gratuita

 

 

Na tentativa de abranger maiores públicos, muitas campanhas publicitárias pregam a diversidade dos corpos como algo positivo. Contudo, são esquecidas pelo caminho reflexões importantes para que a mudança de estigma seja real e contribua com uma sociedade menos fóbica e mais consciente sobre essas diversidades.

 

 

Assim, a partir de vivências coletivas e experiências pessoais, o grupo jundiaiense Gatos Gordos criou o espetáculo Gordofolia, que questiona os padrões estéticos estabelecidos pelo senso comum, assim como as pressões que os acompanham e transformam muitas vidas em desafios diários de auto aceitação e sofrimento.

 

Como o nome sugere, a peça é protagonizada por três atores gordos – André Farias, Lisete Pecoraro e Vivi Masolli. O grupo surgiu em 2017, no Dia do Teatro e do Circo, como potência questionadora dos padrões impostos e “pela liberdade de ser, comer, vestir e fazer o que quiser”, como dizem.

 

 

“Meu desejo é colocar todas as possibilidades do meu corpo no palco, não me interesso mais em emagrecer para me encaixar nos personagens ditos não fazerem o meu perfil”, conta a atriz Vivi Masolli, sobre a oportunidade de protagonizar corpos marginalizados pela sociedade como o seu próprio.

 

O texto de Gordofolia, uma obra original do grupo, foi desenvolvido a partir das experiências dos atores e de outros membros da equipe, também pessoas gordas, e foi contemplado em edital do Programa de Ação Cultural do governo estadual (ProAC) que fomenta a produção de espetáculos inéditos e temporadas de teatro, e será apresentado em quatro cidades da região (Cabreúva, Francisco Morato, Franco da Rocha e Várzea Paulista).

 

 

As apresentações acontecerão em duas datas, 26 de maio no CEU Várzea Paulista e 23 de junho no Parque Chico Mendes, respectivamente às 19h e 10h, sempre com entrada gratuita. O espetáculo é indicado para todos os públicos, em especial para os adultos, e tem apoio da Prefeitura Municipal.

 

 

Apesar do ar cômico, Gordofolia escancara as realidades das pessoas gordas, as relações com seus corpos e como a sociedade reforça opressões – subtraindo a relevância dessas questões e vidas –, para propor ao público reflexões importantes sobre um tema tido meramente como patológico ou fruto do desleixo.