nome da pagina

Escola Manoel Caetano de Almeida realiza palestra sobre paralisia cerebral

Mais de 170 alunos do colégio aprendem sobre como acolher, incluir e cuidar de colegas com a deficiência; Vinícius Masson, aluno do Ensino Infantil da escola, é exemplo de inclusão

 

Mais de 170 alunos da escola municipal Manoel Caetano de Almeida, do Residencial Alexandria, receberam, no pátio da unidade, uma palestra sobre a paralisia cerebral, na tarde desta sexta-feira (6) – Dia Mundial da Paralisia Cerebral. Recebida em duas turmas pelas crianças de 3 a 10 anos, a atividade de complemento ao Setembro Verde, campanha inclusiva da escola, foi dada, de forma didática e exemplificativa, por Bruna Masson, mãe de Vinícius, 5 anos, aluno da Etapa II. “A professora dele aqui, Karlla de Oliveira, teve a iniciativa de chamá-la, para falar como acolher, incluir e cuidar dele e de outros alunos com essa deficiência. Ninguém é melhor que a mãe para mostrar como lidar com uma criança como ele”, explicou a diretora da unidade, Magda de Souza.

 

Com professoras que usaram verde, os pequenos ouviram a explicação de Bruna sobre a paralisia, lesão cerebral que ocorre durante a gestação, o nascimento ou até os dois anos de vida da criança, por fatores diversos. “É como uma cicatriz no cérebro”, explanou a palestrante, com o auxílio de um desenho.

 

 

Em vários momentos, a mãe demonstrou exemplos vividos pelo garoto, com fotos de brincadeiras e outras atividades realizadas pelo menino. “Vocês podem ver que o Vinícius pode participar de tudo, mas com ajuda”, contou Bruna aos alunos, observada pelo garoto, próximo a ela durante as palestras.

 

A palestrante também aproveitou a oportunidade para demonstrar o que se pode ou não fazer com um coleguinha como Vinícius. “Este momento foi importante para alertar que não se pode, por exemplo, fazer o garoto andar rápido com a sua cadeira de rodas. Pode ser muito perigoso”, alertou.

 

 

Na segunda palestra, os alunos entre 7 e 10 anos de idade também quiseram tirar dúvidas sobre o dia a dia de Vinícius, parte importante para desmistificar casos como o dele. “Vocês também têm como missão ensinar pais, parentes e amigos a respeitarem vagas preferenciais nas filas e estacionamentos”, apontou ela, durante a etapa final da conversa.

 

A palestrante, que também descreve experiências com seu filho em um blog (Vini Único e Especial), gostou do resultado da atividade. “Foi uma experiência legal. Quando perguntei aos alunos mais velhos quem já tinha ouvido falar sobre a paralisia cerebral, por exemplo, todos levantaram a mão, mas ninguém sabia exatamente o que era. A palestra esclareceu isso e gerou um aprendizado a esses alunos, que agora poderão levar esses conhecimentos a seus pais e tornar nosso mundo melhor para pessoas como o meu filho, no futuro. Quanto mais a informação chegar às pessoas, menor será o preconceito”.

 

 

 

Escola inclusiva

 

A diretora da unidade escolar também ressaltou conquistas importantes recentes do local. “Há três meses, conseguimos, junto da Unidade Gestora de Trânsito, uma vaga de estacionamento exclusiva para pessoas com deficiência, próxima ao nosso portão da frente. A Bruna encontrava dificuldade em ter um local para estacionar, devido ao alto fluxo de veículos”, destacou Magda.

 

No ano passado, pouco antes de receber o Vinícius, o colégio foi adaptado para receber o garoto – foram construídas rampas para a sala de aula, o parque, a quadra e o banheiro. “Ele é um aluno que vai ficar conosco mais cinco anos além deste”, declarou.

 

Segundo a gestora, a escola, que também tem um aluno autista e uma estudante com deficiência intelectual, procura atender da melhor forma possível os alunos com deficiência. “Damos todo o suporte a essas crianças. Um grande exemplo é o do Vinícius, que conta também com o trabalho da educadora Nilvania Neres. Assim, ele pode participar de tudo, inclusive das atividades no parquinho e na aula de educação física”, relatou.

 

Magda também reconhece o trabalho da coordenadora da escola, Sandra Frazato, que já trabalha há um bom tempo com a questão da inclusão nas HPTCs (horas de trabalho pedagógico coletivo). O tema está entre os trabalhados nas reuniões extraclasse feitas com as professoras da unidade para planejar aulas e aperfeiçoar o trabalho pedagógico em sala de aula. “É muito importante que as escolas tenham esse olhar inclusivo”, finalizou.