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Servidoras varzinas mostram que é possível ser 'muitas' mães ao mesmo tempo

Ivani Franco e Elisabete Sannomiya são protagonistas de verdadeiras histórias vitoriosas, com muito amor ao que fazem e a seus filhos

 

 

 

Das muitas servidoras públicas da Prefeitura de Várzea Paulista, duas têm especial destaque às vésperas de mais um Dia das Mães – o próximo domingo (14): Elisabete Ferrarezi Sannomiya (à esquerda) e Ivani de Almeida Franco (à direita). A primeira aguardou 20 anos para realizar o sonho de ser mãe, concretizado com a adoção do pequeno Luiz Fernando, 5 anos; a outra, mãe, aos 17 anos, de Alessandro, também servidor, não mediu esforços para se preparar e conquistar seu lugar no serviço público, já aos 34 anos de idade. Com muito amor ao que fazem – atender outros servidores e a população – as duas se dividem, de maneira bastante competente, entre as tarefas de resolver com paciência quase maternal questões importantes, em seu cotidiano profissional, e construir, com dedicação e carinho de sobra, a felicidade dos filhos.

 

 

Amor com nome e sobrenome

 

Elisabete, 53 anos, é funcionária da Prefeitura desde maio de 1986 e deve se aposentar ainda este ano. Mesmo tendo sido cedida temporariamente à Sabesp, por três anos, a sorridente mãe de Luiz Fernando destaca que todo o seu trabalho foi o de atender o público, em suas críticas, sugestões e reclamações. Ela sempre trabalhou pela central de atendimento ao público, que hoje integra a Ouvidoria Geral do Município. “É exatamente o que gosto de fazer. Faço questão de me desdobrar para auxiliar o cidadão”.

 

A servidora buscou a maternidade desde 1991, quando ainda tinha 27 anos. Durante 20 anos, ela e o marido, José Carlos, falecido há dois anos, tentaram ter um filho, das mais variadas formas. “Contei com o apoio dele durante todo esse tempo”, recorda. O esposo, que havia feito a vasectomia, após os filhos de seu primeiro casamento, chegou a reverter a cirurgia e Elisabete fez duas inseminações artificiais, mas a vitória da longa luta precisaria vir de uma maneira inesperada, a adoção.

 

“Tive todo o apoio de dois amigos muito especiais já falecidos, que trabalhavam comigo na ocasião, Joaquim Strassi e Silvana de Marco e de minha irmã Marcia Ferrarezi Botrel, que parou sua vida para compartilhar comigo o dia mais feliz da minha vida”, relembra.

 

Para a servidora, a vinda de Luiz Fernando foi um verdadeiro presente divino. “Acredito que meu filho chegou pela vontade de Deus, e que isso aconteceu quando eu entendi que as coisas acontecem no tempo e na hora dele, que não são iguais aos nossos”. Anteriormente, Elisabete tinha em mente que ser mãe significava conceber alguém fisicamente, mas, com a oportunidade recebida, percebeu que o laço criado com o pequeno peralta é extremamente forte. “Hoje, vejo que ser mãe não é apenas engravidar e dar à luz um filho e o amor que tenho pelo Luiz é tão forte ou até maior o que eu teria por uma criança gerada por mim”, pondera.

 

A corajosa mãe do garoto lembra também o apoio dado pela irmã, enquanto ela precisou trabalhar, quando ele era menor. “Eu trabalhava por meio período e tinha o suporte dela, que ficava em casa e cuidava do meu pequeno”.

 

Ver o menino crescer, com muita saúde, alegria e bastante desenvoltura, enche a mãe coruja de orgulho. “Não posso dizer que ele teve sequer uma dor de barriga. É um menino muito saudável”.

 

 

 

A servidora já faz planos para o garoto, que vai ter mais detalhes da história de sua adoção no momento oportuno. “Hoje, já digo a ele que é filho do meu coração e, um pouco mais para a frente, vou lhe contar sobre sua mãe biológica, de quem tenho os documentos, inclusive, para que possamos localizá-la, caso ele queira conhecê-la”, relata. “Pretendo lhe dar condições de estudar fora do país, para que possa ser bastante capacitado para o mercado de trabalho e trabalhe no ramo pelo qual optar”.

 

Após uma longa jornada de mais de 30 anos, marcada pela grande vitória de ser mãe, Elisabete pretende se aposentar em breve, para poder curtir mais o crescimento do garoto. “Hoje, o Luiz estuda em tempo integral, mas quero ficar mais em casa, inclusive para que possa fazer atividades como natação, o que vai me proporcionar ter ainda mais tempo junto dele”, explica.

 

Depois de toda a luta, coroada com a vinda do alegre filho, a servidora faz questão de deixar uma mensagem a todas as mulheres que também querem viver essa realização. “Vocês, mulheres que sonham com a maternidade, não desistam, porque, depois de 20 anos, tudo aconteceu exatamente no momento certo, do agir de Deus”.

 

 

Dia mais feliz da vida

 

Quem acompanha o trabalho de Ivani de Almeida Franco, 59 anos, pode afirmar com segurança que sabe o significado da expressão “sorriso na voz”. A telefonista, que está prestes a completar 25 anos de Prefeitura, exala calma e simpatia ao atender os vários telefones em sua mesa e o headset (equipamento usado para registrar as chamadas) e, assim, encaminhar aos setores adequados às ligações de munícipes e servidores. O que não dá pra descobrir pela costumeira cortesia da servidora é a incrível história vivida por ela, desde a chegada de Alessandro Franco, também funcionário de carreira da Prefeitura de Várzea Paulista desde 2000.

 

O primeiro dos cinco filhos veio em um momento único. “Eu tinha 17 anos e o dia em que fiquei sabendo da gravidez foi o mais feliz da minha vida”, afirma, sorridente. Hoje, Alessandro tem duas filhas e é agente de gestão, já tendo ocupado inclusive cargo de chefia.

 

O esposo de Ivani, Valdir Franco, servidor já aposentado, trabalhava no Departamento Pessoal da Prefeitura desde 1974. Ela já tinha carteira de habilitação e buscava o marido todos os dias. Foi então que, em 1992, tudo mudou. “Naquele ano, minha irmã, que trabalhava na faxina aqui pela Prefeitura, perguntou por que eu não poderia fazer o curso de telefonista. Topei e passei também a me preparar para o concurso. Eram uma ou duas vagas e logo fui chamada, após ser classificada na prova”, conta, orgulhosa.

 

A ideia de trabalhar fora de casa a atraiu pela possibilidade de viver uma nova realidade. “Eu ficava um pouco deprimida, pois meus filhos já estavam na escola, e me sentia meio sozinha. Quando comecei a trabalhar aqui, minha mente se abriu”, revela.

 

A relação com o filho, mesmo no ambiente de trabalho, é muito boa, segundo a servidora. Em sua rotina no serviço público, Alessandro inclusive parece ter herdado a serenidade da mãe. “Quando estamos trabalhando, somos tranquilos e temos uma convivência bastante profissional e procuramos não tratar de assuntos do trabalho em nossas casas”.

 

 

Ivani sorri muito e faz questão de ressaltar o quanto ama ser telefonista. “Este sorriso é de amor pelo que faço. Gosto muito das pessoas e da minha atividade”.

 

Por fim, a servidora tem uma mensagem especial a todas as servidoras de Várzea Paulista que também são mães. “Desejo que Deus dê muita saúde a cada uma delas e que elas realizem seus sonhos, pois não é fácil trabalhar e dar a atenção de que a família precisa. Faço votos de que tenham toda a felicidade do mundo!”.